5 Dicas para Sair do Simples Nacional com Segurança

O Simples Nacional é uma forma de tributação simplificada para micro e pequenas empresas. No entanto, pode chegar um momento em que a empresa precisa sair desse regime tributário. Este processo, conhecido como desenquadramento, precisa ser feito com segurança para evitar problemas fiscais e financeiros.

Neste artigo, vamos falar sobre cinco dicas importantes para sair do Simples Nacional com segurança. Vamos abordar desde a avaliação da necessidade de desenquadramento até a preparação da empresa para um novo regime tributário.

1. Avalie a necessidade de desenquadramento

Antes de mais nada, é preciso avaliar se a empresa realmente precisa sair do Simples Nacional. Algumas empresas podem se beneficiar com a permanência nesse regime tributário, mesmo que tenham crescido significativamente. A avaliação deve considerar aspectos como faturamento, margem de lucro, quantidade de funcionários e outras características da empresa.

Exemplo: Se uma empresa tem um faturamento anual de R$ 3,6 milhões, ela ultrapassa o limite do Simples Nacional e precisa fazer o desenquadramento. No entanto, se a margem de lucro for baixa e a quantidade de funcionários for grande, a empresa pode se beneficiar com a permanência no Simples, pois as alíquotas são menores e não há tantos encargos trabalhistas.

2. Conheça os outros regimes tributários

Antes de sair do Simples Nacional, é preciso conhecer os outros regimes tributários disponíveis: o Lucro Presumido e o Lucro Real. Cada um deles tem suas próprias características, vantagens e desvantagens, e é preciso analisar qual deles é mais adequado para a empresa.

Exemplo: Uma empresa de tecnologia com alto faturamento e baixos custos operacionais pode se beneficiar com o Lucro Presumido, pois a alíquota é fixa e não depende do lucro. Já uma indústria com alto custo de produção e faturamento variável pode se beneficiar com o Lucro Real, pois a alíquota é calculada sobre o lucro efetivo.

3. Prepare a empresa para o novo regime tributário

A saída do Simples Nacional implica em uma série de mudanças na empresa, como a alteração na forma de cálculo dos impostos, a necessidade de emitir notas fiscais de forma diferente, entre outros. Portanto, é preciso preparar a empresa para essas mudanças, o que pode incluir a contratação de um contador ou uma consultoria especializada.

Exemplo: Se a empresa optar pelo Lucro Real, será necessário implementar um controle mais rigoroso das despesas e receitas, pois a alíquota dos impostos é calculada sobre o lucro efetivo. Isso pode exigir a contratação de um contador ou a implementação de um software de gestão financeira.

4. Faça o desenquadramento na hora certa

O desenquadramento do Simples Nacional deve ser feito no início do ano-calendário, ou seja, em janeiro. Se a empresa fizer o desenquadramento em outro momento, ela terá que pagar impostos retroativos, o que pode causar problemas financeiros.

Exemplo: Se a empresa fizer o desenquadramento em março, ela terá que pagar impostos retroativos de janeiro e fevereiro, além dos impostos do mês corrente. Isso pode causar um impacto financeiro significativo e deve ser evitado.

5. Acompanhe a situação fiscal da empresa

Após o desenquadramento, é importante acompanhar a situação fiscal da empresa de perto. Isso inclui o pagamento dos impostos, a emissão das notas fiscais, a entrega das declarações fiscais, entre outros. Qualquer erro ou atraso pode resultar em multas e juros, prejudicando a saúde financeira da empresa.

Exemplo: Se a empresa atrasar a entrega da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), ela pode ser multada em até 2% ao mês sobre o valor dos impostos devidos, além de juros de 1% ao mês.

Conclusão

Sair do Simples Nacional é um processo que exige cuidado e planejamento. A empresa precisa avaliar a necessidade de desenquadramento, conhecer os outros regimes tributários, preparar-se para o novo regime, fazer o desenquadramento na hora certa e acompanhar a situação fiscal. Com essas cinco dicas, a empresa poderá sair do Simples Nacional com segurança e sucesso.

Perguntas frequentes

Quando uma empresa deve sair do Simples Nacional?

Uma empresa deve sair do Simples Nacional quando ultrapassa o limite de faturamento anual de R$ 4,8 milhões, ou quando avalia que outro regime tributário pode ser mais vantajoso.

Quais são os outros regimes tributários disponíveis?

Os outros regimes tributários disponíveis são o Lucro Presumido e o Lucro Real.

Quais são as consequências de sair do Simples Nacional?

A saída do Simples Nacional implica em uma série de mudanças na empresa, como a alteração na forma de cálculo dos impostos, a necessidade de emitir notas fiscais de forma diferente, a entrega de novas declarações fiscais, entre outros.

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